sexta-feira, 2 de novembro de 2007

||| PEDOFILIA:


Não damos opiniões sobre processos judiciais. As polícias e os tribunais que façam o seu papel. Não criticamos a solidariedade de amigos e familiares; é uma atitude compreensível e positiva. Mas, por favor, as pessoas em situação mais lúcida não nos venham flaar em «bons pais», «bons maridos», «pilares da comunidade». Essa é a matéria de que são feitos muitos pedófilos, assassinos em série, monstros da vida quotidiana ou das barbáries políticas. Por amor de Deus, leiam Hannah Arendt.

#Pedro Mexia in A Coluna Infame [link de origem]

||| NO DETAILS, PLEASE:


Sim, bem sabemos, a «comunicação social» despoletou o caso da pedofilia, e assim fez o que a Justiça ou o poder político não fizeram. Mas chega de excesso de pormenores: se nos dizem que o sr. X abusou sexualmente de um/a menor, ficamos com uma ideia do que se passou; para quê então as descrições, feitas pelas crianças, de «pilinhas» e arredores, e isto metido ali, mais não sei o quê na boca, etc, etc? Senhores jornalistas: o excesso de informação não é informação nenhuma.

# Pedro Mexia in A Coluna Infame [link de origem]

||| PROVA ORAL:

Apresentando um projecto sobre dentistas, Joana Amaral Dias alertou para a importância da saúde oral. Joana, consigo, é quando quiser.

# Pedro Mexia in A Coluna Infame [link de origem]

||| SERVIÇO DE URGÊNCIA:


George Clooney (um dos actores actuais com mais classe, e possível sucessor de Cary Grant, if he works hard) comparou George W. Bush a Tony Soprano. Bem, se Bush fosse o Tony Soprano o problema iraquiano resolvia-se mais rapidamente do que o tempo que leva a dizer strapatone de prosciuto alla spoggiatura dantela.

# Pedro Mexia in A Coluna Infame [link de origem]

domingo, 21 de outubro de 2007

A VIRAGEM NA POLÓNIA?


Poderemos estar a poucas horas do fim do reinado dos sinistros gémeos Kaczynski na Polónia. Com uma permanente instrumentalização de sentimentos religiosos, o exercício de poder por parte dos Kaczynski fomentou um caldo cultural de antagonismo interno, limitou efectivamente a democracia no país e permitiu a institucionalização do mais inaceitável populismo, radicalismo e discriminação em relação a importantes segmentos da população polaca. Perante a Europa, os problemas não foram menores. No seu dogmatismo, o Partido Lei e Justiça e os seus apoiantes aproximam-se bem mais dos antigos dirigentes comunistas do que pensam. O insuspeito Lech Walesa -- dirigente anti-comunista na década de 1980, ex-presidente polaco e Prémio Nobel da Paz -- já considerou que as eleições de amanhã são as mais importantes desde a queda do comunismo e que os eleitores têm a obrigação moral de irem votar. E de virarem esta triste página.

# Tiago Barbosa Ribeiro in Kontratempos [link de origem]